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X Congresso Associação de Imprensa de Inspiração Cristã

 

Almada, 26, 27 e 28 de outubro de 2017

 

Pelos 25 anos da AIC

 

A meio da ponte rumo ao futuro

Modelos editoriais e empresariais para a imprensa de inspiração cristã

 

A Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) vai analisar que modelos editoriais e empresariais devem ser assumidos pela imprensa regional. Durante 3 dias, o tema vai estar em análise num Congresso, que inspira o decorrer dos trabalhos na travessia de uma ponte, nomeadamente a que liga as margens do Tejo, junto à foz.

O X Congresso da AIC vai decorrer no Convento dos Capuchos, em Almada, entre os dias 26 e 28 de outubro de 2017, e colhe no imaginário da ponte o itinerário para os debates que propõe aos participantes. Primeiro, para identificar a relevância da imprensa regional, nomeadamente a de inspiração cristã, ao longo da história; depois para avaliar a tensão em curso em muitos títulos, nomeadamente entre o papel e o pixel, o impresso e o digital; indicando, num terceiro momento, que modelo empresarial e editorial deve ser assumido pelos títulos da AIC, no contexto atual.

O Congresso inicia e encerra com duas grandes conferências, a primeira sobre a comunicação como identidade do cristão, discipulomissionário, em todos os tempos; e a última para oferecer sínteses inspiradoras e programáticas para quem tem a missão, nos dias de hoje, de dar relevo e dinamismo aos títulos da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã.

O X Congresso da AIC inclui ainda o momento celebrativo dos 25 anos da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã, que se assinala este ano, e vai ser divulgado brevemente.

 

O local escolhido para a realização do X Congresso da AIC é o Convento dos Capuchos, no Concelho de Almada e conta com o apoio desta autarquia.

Este local é sem sombra de dúvida um lugar de grande valor simbólico, tendo sido edificado em 1558 por Lourenço Pires de Távora, 4º Senhor da Casa e Morgado de Caparica. Os seus frades vestiam-se de burel com capucho alongado, justificando assim o nome pelo qual eram conhecidos. A comunidade da Caparica seria, na altura, também protegida pelo próprio rei D. Sebastião. Destinado a albergar uma comunidade de 40 frades, o piso inferior dos Convento dos Capuchos, dispunha de dependências ligadas ao culto, refeitório, cozinha, dispensa, lagar, adega, e celeiro.

Em 1630 foram efetuadas obras de ampliação e beneficiação, tendo sido acrescentado o coro e o alpendre. Pensa-se que datará de então o revestimento a azulejos.

O declínio dos Távoras no século XVIII causa algum abandono do espaço. À data da extinção das ordens religiosas, em 1834, residiam na casa apenas 9 frades.

O Convento dos Capuchos foi suprimido por portaria imperial, assinada pelo Duque de Bragança. A partir dessa data passou por vários proprietários, degradando-se ao longo dos anos. Em 1950 é adquirido pela Câmara Municipal de Almada. Após ter sofrido algumas intervenções, é restaurado pela autarquia com todo o rigor e mantendo a traça original em 2000.

Efetivamente o restauro do imóvel, seguindo a traça original trouxe até nós um singelo convento onde a fachada principal apresenta um triplo pórtico de colunas simples, com arco ao centro e grades de ferro formando a galilé que permite o acesso à Igreja.

À esquerda do janelão, em escudo orlado, surgem as armas dos Távoras e, à direita, o símbolo da Ordem Franciscana. O corpo central da fachada é rematado com uma cimalha de duplo recorte com ornamentação flamejante e um nicho atualmente ocupado pela imagem de Santo António.

No interior do edifício destaca-se a igreja, de uma só nave, onde estão as imagens de S. Francisco de Assis e de S. Domingos, fundadores das ordens mendicantes.

Na capela-mor surge um altar, em talha, originário da Ordem do Carmo, que integra uma escultura da Nossa Sr.ª da Conceição, da autoria do Mestre Domingos Soares Branco. Junto ao altar-mor encontra-se a sepultura de Lourenço Pires de Távora, fundador do Convento dos Capuchos, falecido em 1573.

O Convento dos Capuchos, debruça-se sobre o areal da Caparica e sobre as ricas terras da Costa com uma visão privilegiada para a vastidão do oceano Atlântico. Um lugar ideal para as nossas reflexões num congresso que se deseja vivo e participado.

António Marques (Dir. do jornal Raio de Luz)

 

Pode consultar o programa provisório AQUI